A ponte Rio - Niterói foi batizada antes de sua inauguração em 4 de março de 1974 com o nome de Ponte Presidente Costa e Silva. As obras foram tumultuadas por diversos acontecimentos e pelas dificuldades surgidas na execução das fundações. O início da construção se deu em dezembro de 1968, depois de acirrada concorrência em que saiu vencedor o CCRN - Consórcio Construtor Rio - Niterói, encabeçado pela Construtora Ferraz Cavalcanti. Após longa paralisação, foi rescindido em 26 de janeiro de 1971 o contrato com o CCRN, sendo então organizada pela companhia construtora estatal ECEX (Empresa de Construção e Engenharia de Obras Especiais) um 2º consórcio que recebeu a denominação de "Consórcio Construtor Guanabara Ltda." Foi assinado um contrato de construção por administração com as firmas integrantes do consórcio, para que a obra não sofresse solução de continuidade. Esse consórcio, formado pelas firmas construtoras Construções e Comércio Camargo Corrêa, Construtora Rabello e Construtora Mendes Junir e Sobrenco, que haviam participado em conjunto da concorrência tinha como Presidente o Eng. Lauro Rios, como Diretor Técnico o Eng. Bruno Contarini e como Superintendente Técnico o Eng. Mario Vilaverde.
A ponte faz parte de Rodovia BR-101 que parte do nordeste do país o corre ao longo da costa em direção ao sul. A ponte cruza a Baía de Guanabara ligando as cidades de Niterói e Rio de Janeiro com um comprimento total de 13,29 Km. Depois de terminada a ponte é possível percorrer 4.577 Km de BR-101, desde Touros no RN até Rio Grande no RS, sem interrupções. Não é a ponte mais longa do mundo, mas está entre as sete maiores.
Estudos feitos sobre a ponte:
Muitas publicações importantes foram feitas sobre esta obra, a maioria delas no estrangeiro. Foram publicados livros técnicos e promocionais, artigos técnicos de fundações e estruturas, descrições do processo construtivo e inúmeras fotografias, inclusive em cartões-postais e calendários. Os antecedentes históricos também são dignos de menção, pois houve durante longos anos muita discussão sobre a escolha entre ponte e túnel submarino.
Em 1968 o projeto, ainda não detalhado, estava suficientemente amadurecido para que a obra pudesse ser colocada em concorrência, com indicação de todos os consumos de materiais e previsão das fundações. Em 23 de agosto foi finalmente publicado o edital de concorrência. Tratava-se de uma concorrência gigantesca que exigiria consórcio de firmas. Nenhuma firma individualmente estaria em condições de enfrentar o problema. Era imprescindível a constituição de consórcios. Isto já limitava o número de participantes. As maiores firmas do Brasil, pela primeira vez, se deram as mãos para poder ser classificadas. Todas, muito bem amparadas juridicamente, fiscalizavam intensamente todos os procedimentos, de tal forma que tornavam praticamente impossível qualquer tipo de protecionismo.
Fonte : Ministério dos transportes (www.transportes.gov.br)